O curta acima produzido pela Ringling College of Art and Design por Beth David e Esteban Bravo está dividindo as opiniões. O vídeo chamado "In a Heartbeat" (em uma tradução livre "Em uma batida do coração") trata de uma história de amor de um menino gay por um colega da história. A história têm comovido a internet pois demonstra de forma singela um tabu na sociedade atual: o amor de uma pessoa por outra do mesmo sexo durante a adolescência.
O outro lado
Hoje (04/Ago), a animação já foi vista mais de 14 milhões de vezes e conta com mais de 1 milhão de likes. Entretanto, algumas milhares de pessoas mais conservadoras incluindo o site Life Site, afirmam que o filme é uma propaganda-gay e afirmam, com base em um médico especialista (Dr. Richard Fitzgibbon) que o filme é danoso para crianças e que o menino em questão, não está apenas no armário e sim sofrendo de Transtorno de Ansiedade Social, popularmente conhecido como Fobia Social.
Com a palavra, um dos autores

A ignorante realidade de quem fecha os olhos
Mas por que um médico faria uma inferência desse nível? Por que o vídeo geraria tanta discussão? A resposta é o simples fato de ainda lidarmos com o preconceito do conservadorismo, imposto por questões sociais, religiosas e morais, que omitem toda a complexidade da comunidade LGBT, vendo isso como uma afronta, pecado mortal, propaganda ou "ditadura" às morais enraizadas em seus modelos mentais. Tudo isso sendo guardado dentro de um baú, pronto para implodir em mais atos de ódio e violência. Segundo a pesquisadora Stacy L. Smith, por meio do site CBC, "In A Heartbeat" é um ponto fora da curva, juntamente com grandes filmes inquestionavelmente premiados como "O jogo da imitação" e "Moonlight" mostrando experiências de jovens LGBT. Ela ainda conclui: "As pessoas não estão vendo a juventude LGBT que é rica, complexa e convincente. O curta deve ser aplaudido por representar o mundo em que vivemos."
Mudar um modelo mental requer tempo, paciência e muita educação. Cabe aos educadores se adequarem às novas transformações sociais e permitir que os questionamentos surjam.
No final de tudo isso, nos resta questionar: será que o Amor (puro e simples) não nos deixa um pouco transtornados apenas? Qual a sua opinião?
No final de tudo isso, nos resta questionar: será que o Amor (puro e simples) não nos deixa um pouco transtornados apenas? Qual a sua opinião?
0 comentários:
Postar um comentário